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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Depois das atribulações o espetáculo

O circo estava lotado. O vento gelado sempre presente na Jornada, não importa se for realizada no inverno ou na primavera, também estava presente. O discurso da idealizadora das Jornadas Professora Drª Tania Rösing sempre inflama o público. Ela tem amor, paixão pelo que faz. Uma mulher persistente que não deixou esta Jornada passar em branco, foi atrás de recursos e de apoiadores . “Ninguém faz nada sem amigos!”, disse ela com seu tom de voz firme. Passou a gripe suína, passou a primavera chuvosa, passaram alguns apoiadores e vieram outros tantos. Os amigos de Tânia são mais de 22 mil participantes que acreditam na educação, são participantes, apoiadores, empresas, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Organizações e Ministério da Educação. E Tânia ciente disso tudo, agradeceu a todos, e minutos antes de sua entrada no Circo da Cultura, demonstrou toda sua gratidão ao Ministro Prof. Dr. Fernando Haddah, com uma placa pelo “reconhecimento do trabalho inovador na educação brasileira, por sua honrosa participação na 13ª Jornada Nacional de Literatura”. “Matéria” que ficará para eternidade no Centro de Convivência da UPF em Passo Fundo – RS.

Clowns no palco
Estava ansiosa para assistir o espetáculo de abertura com o Grupo Tholl de Pelotas – RS (www.grupotholl.com)e mais uma vez eles superaram as minhas expectativas. O espetáculo “Exotique” levantou o público, as câmeras digitais e os celulares. Lúcia Santaella já escreveu sobre essa “sensação”. Há um tempo atrás, mas não muito, nos shows eram os isqueiros que faziam a iluminação e demonstravam a emoção do público. Na era digital, flashes (muitos clarões), câmeras digitais e celulares filmando tudo e aquela luz mágica que transforma e faz a gente voltar ao mundo real, tudo está acontecendo ali, agora, mas daqui alguns instantes podemos reviver tudo novamente. E eu estava lá, com a minha humilde máquina digital e (mas com suas virtudes) retratei do meu jeito o que pude. Malabares, acrobatas, atores e uma menininha encantada, um elástico em miniatura pintado de rosa, que deve ter no máximo seus quatro anos, encantou muito mais.


Essa menina é um elástico rosa








Muita luz!

Até!

domingo, 25 de outubro de 2009

Futebol e arte, sem amarração

Domingo. Como todos os outros domingos.

...

Estou em processo de estresse moderado, integrando o meu tempo com monografia, projeto experimental (“História Filmada”) ... Meus finais de semana têm sido na frente do computador, lendo, escrevendo e pensando. Não é um “filme de terror”, um “bichinho assustador de sete cabeças”, mas merece atenção. Caso o contrário se transforma. Minha amiga Júlia diz que precisamos dançar um “roquí”, ou beber um café, ou então jogar conversa fora, para não arrancarmos os nossos fios de cabelo. Hoje eu precisava fazer as três coisas.

Não é pelo simples fato de ser domingo. Porque domingo são relativamente iguais. Não nos importamos com a hora que acordamos e nem com a hora que vamos almoçar. Domingo é dia de passeio sem compromisso, sem tempo e nem hora para voltar. Domingo é dia de futebol. Ou do grêmio, ou do meu INTER. Hoje, era dia de gre-nal. Almoçamos. Fizemos nossa caminhada, voltei a monografia e o jogo não passou na nossa televisão. “Dróóóga!”, diria a Florbela. Eu não me acostumei a acompanhar minuto a minuto. Prefiro o rádio e sua narração fervorosa, nos deixando a cada lance mais nervosos e esperançosos pelo gol. E o inter ganhou mais uma. Agora é só continuar ajudando e que venham os abraços ao técnico, sem aberrações do Bolívar. Ô jogador que eu não simpatizo, sempre tem alguma coisinha com ele. Um dia ele inventa de dar uma voadora no adversário, no outro me faz uma falta ridícula, no outro é questionado de fazer pênalti, não gosto. E que venha a segunda-feira para animar a multidão.

Circo da cultura
Se futebol tem muito de circo, Passo Fundo também. Amanhã (26) inicia a 13ª Jornada Nacional de Literatura e a 5ª Jornadinha, no Circo da Cultura, no Campus I da Universidade de Passo Fundo (UPF) – RS. O evento que vai até o dia 30 tem como tema: “Arte e Tecnologia: novas interfaces” e uma programação que reúne literatura, teatro, artes visuais, música e dança. Entre tantos autores estarão presente: Guillermo Arriaga, Lucia Santaella, Tom Zé, Carlo Frabetti, Wim Veen, Marcello Dantas, Moacyr Scliar, Pedro Bandeira.

“Aqui a literatura é levada a sério”
Os primeiros escritores já chegaram a Passo Fundo na tarde deste domingo. Entre eles, Ignácio de Loyola Brandão que destaca a importância do evento e Wim Veen (Holanda), que realiza a conferência (Geração Homo Zappiens) às 19h e 30min.


No site a programação paralela:


O Cafeína Desatinada estará lá!

Muita luz!

Até.