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quinta-feira, 17 de março de 2011

Aquela coisa, "daquela forma"

Era o que queria. Como um sonho. Imaginava todas as fases, impossíveis de serem discorridas neste momento de extrema alegria. Coisas lindas de se ler, ver, de ouvir. Fica ela no seu canto. Num desses cantos qualquer que você preferir. Imaginar. Sentir. Imagine céus e mares, então. Imagine o vento levando os fios dos seus cabelos. Seus objetivos tornando-se realidade. Seus sonhos, reais. Alguma alegria contaminando seu corpo. Você há de sentir algo. O tempo acomodou-se ao seu lado (acredite da melhor forma possível). Da teoria à prática. Fez-se refletir em milhares... minutos, meses e faltava muito para um ano, quando ela percebeu que adiante encontrava-se a FELICIDADE. Bem “daquela forma”. Estufando, transbordando pelo seu corpo, vontade louca de gritar, chorar, sorrir. Apenas os lábios mexiam-se ao extremo do rosto. Os olhos brilhavam. Uma parte do “objetivo proposto” estava composto. Mesclado. Pronto. Mestrado. Ponto(s). Todos os segundos dedicados valeram os meses concentrados. Valeu encontrar a “mistureba” de sentimentos que é a FELICIDADE.

Havia passado dias e noites com escritos (belos) rondando a sua cabeça. Respirou fundo. Cerrou os olhos como moça míope e decidiu concentrar-se no que era necessário. Sempre, ao seu lado, estava ele. Seu eterno amor. Não, não há medo em encontrar estas palavras. Você saberá. Ali, não perdeu o foco. Findou-se. Começou novamente. E, recebeu momentos maravilhosos. Momentos compartilhados apenas com abraços, espumantes, cervejas, abraços apertados de muita qualidade, amigos presentes (a paciência e a saudade fortalecem um homem). Calou-se com os afagos, os sorrisos sinceros, os beijos e apertos, os cafunés, os olhos brilhando do seu pai, o: “Eu sabia! Parabéns!” do seu irmão. Mas, foi ele quem lhe deu toda a força e esperança para não desistir. Mesmo distante encontraram forças em lágrimas e aperto no peito quando a saudade invadiu. Foi assim, com poucas, mas sinceras demonstrações de felicidade conjunta que venceu e vencerá. Fases. Apenas mais uma fase na sua vida. Bem aquela que ela queria. “Bazinga!”, disse-me. Calei-me.

Ela deixou para trás tudo e todos que não habitam mais seu coração. Que não lutam mais pela mesma causa. E, foi-se o carnaval. Com tanta conexão com o mundo, tantas diversidades de redes sociais, de formas interativas de aproximação virtual, ela, precisou recuar. Dar um tempo e escolher avançar. Na sua bagagem leva poucas coisas, mais sentimentos, pessoas, momentos, sorrisos, olhares, sons, aquelas cores. Agora, uma nova fase inicia-se. O amor continua ali, e tudo o mais que vier que sempre esteve presente, que sempre estará. Ali, dentro de si. Carrega consigo o “Sarnacini”, seus felinos, seus amigos. Aquele a quem ela “bota fé”, aquele que é o outro irmão, o amigo-parceiro. E, os felinos dormem tranquilos, espalhados pela casa. Avante, Alice! Avante! ...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

La Trupe

A ração espalhada pelos cantos da casa. A água jogada no chão. Os tufos de pêlos espalhados por todos os cantos. Os gatos tomaram conta do apartamento. A Mulher Maravilha, o Arqueiro Verde, Homem Aranha, Batman, Robin, Coringa, Surfista Prateado, e mais uns tantos que nem sei o nome. Senhor Flores e sua equipe do nariz vermelho, Gordo e Magro, eles também participaram, com toda a certeza. Até o sindico Professor Bartolomeu, se rendeu. Armaram uma festinha. E foi no sábado à noite e não nos convidaram. Funestos. Quase se matam. Quase se jogam pela janela. Correm pela sacada enlouquecidos. Enquanto nós degustávamos uma saborosa feijoada no domingo. Eles, no mínimo amanheciam de ressaca.

Troquei a água, enchi os três potes com ração. Olhei para tudo. Os livros em ordem. “Batmóvel” no lugar, Bartolomeu não respondeu, os felinos sequer ronronaram. O leite estava na geladeira, intacto. Os chocolates no pote pareciam organizados em harmonia, por cores. Na mala trouxemos presentinhos. Três cobertores. Eles ignoraram. Eles não sabem o verdadeiro sentido daquela coisa fofinha. Cada qual no seu cantinho se achegou lentamente. Aproveitando o quentinho que o soft traz. O Martini. Várias doses. As duas garrafas estavam vazias. A cerveja. Os canudinhos sumiram. O suco. As laranjas. NADA. SEM NADA.

Assim se deu o final de semana no apartamento quatrocentos e três. Na segunda, a farra continuou. Três gols e muita pipoca de micro-ondas. Enquanto lá a Holanda prepara-se para enfrentar o Brasil. Por aqui, as coisas também já foram organizadas taticamente. Margareti deve chegar de Santa Catarina ainda na sexta. O síndico liberou o salão central. Enquanto isso, as trocas de elogios continuam, e cá. Será que os felinos sabem que Pelé é melhor que o outro? Será que todos que vivem por aqui concordam? Ah... esse mundo embrulhado. Um café preto. Uma xícara de café preto e bolachas água e sal, é tudo o que restou. Mais um bocado de bolo. Alice quer uma dose de “uisque”. Por favor!